13 de abr. de 2009

Não envelhece

O single é de 2004. Não envelhece! Eu estava escutando os álbuns do The Whitest Boy Alive, a outra banda do Erlend Øye. Aliás, chamam-se Dreams e Rules e mantêm o mesmo nível de excelência de seus trabalhos solo e no Kings of Convenience. A música em questão, Misread, é deste último. Gosto de tudo, da melodia, da letra, do vídeo. Estou no loop de novo.

6 de abr. de 2009

The School of Life

É da Inglaterra. Já faz um tempo que tenho me apaixonado por várias coisas feitas neste país. No entanto, foi em um jornal francês, Courrier International, que eu li sobre umas férias em certa auto-estrada. No caso, a M1, um dos principais acessos a Londres. A proposta não só pareceu estranha, mas também era apenas o vislumbre de um plano bem maior. O projeto nasceu em uma empresa social chamada The School of Life. Baseada em um pequeno prédio comercial da capital inglesa, a escola é composta por escritores, artistas, atores e acadêmicos que ministram cursos sobre cinco grandes temas: amor, política, trabalho, família e lazer. As mais diversas áreas do conhecimento são chamadas a participar da busca por uma maneira de viver melhor e mais sábia. Schopenhauer, Platão, Freud, Tolstoi e até Woody Allen dão pitaco nas discussões. A criatividade não pára por aí. São programadas tardes de contemplação sob o céu dos campos ingleses; jantares para aprender a estabelecer laços com estrangeiros; expedições por cozinhas, laboratórios e a especialistas em alimentos por toda Londres, chamada hilariamente de "Uma viagem em Epicuriosidade"; além de várias outras atividades listadas no site. Meu Deus, como isso faz falta!

30 de mar. de 2009

Rock para quem gosta

A VH1 está passando um documentário sobre a história do rock chamado Seven Ages of Rock. Para variar, a produção é da londrina BBC, canal responsável por materiais sérios e bem realizados. A série é dividida em sete parte:
1- The birth of Rock (Blues-based Rock – 1963-1970);
2- White light, white heat (Art Rock – 1966-1980);
3- Blank Generation (Punk – 1973-1980);
4- Never say die (Heavy Metal – 1970-1991);
5- We are the champions (Stadium Rock – 1965-1993);
6- Left of the dial (Alternative Rock – 1980-1994) e
7- What the world is wainting for (Indie – 1980-2007);

Reúne os músicos e produtores que foram os definidores do estilo musical ao longo de sua história, além de contar com a opinião de vários especialistas no gênero. O site detalha cada episódio e contém uma excelente linha do tempo, rica em ilustração e conteúdo. É simplesmente um dos melhores relatos já feitos sobre o tema. E obrigatório para quem gosta de rock.

27 de mar. de 2009

Sabedoria para além da precisão

To see a world in a grain of sand
And a heaven in a wild flower,
hold infinity in the palm of your hand
and eternity in an hour.

William Blake (Auguries of Innocence)

19 de mar. de 2009

Retomado

cena do filme Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson (1981)

Muita coisa aconteceu nesses últimos seis meses. Nem parece que foi tudo isso. Este blog começou com a intenção de levantar assuntos interessantes, tecer comentários e receber outros tantos. No entanto, durante o pequeno período em que foi alimentado, eu percebi um movimento gratificante: para além da rotina de todo blogueiro, há um delicioso processo de auto-conhecimento. Inesperado e estimulante. Escolher, pesquisar, lapidar, tudo contribui para essa construção do indivíduo. Estou me treinando ultimamente a refazer sempre. É uma técnica de desenho, mas vi que permeia vários outros campos. Quando estudamos a Democracia, entendemos que o preço para mantê-la é a vigilância constante. Quando se desenvolve um produto, ele só chega ao final após sucessivas tentativas e erros. Em um relacionamento, estamos sempre aparando arestas. Ou seja, estamos freqüentemente retomando. Não foi por pensar assim que resolvi escrever de novo aqui. Estava realmente sentindo falta de “postar”. Estou apenas compartilhando uma descoberta posterior ao ato.

20 de set. de 2008

Food for thought

"Happy are the broken people, because the light is shining through them." - Michel Audiard, roteirista francês

Aeromatic 1912


Eu estava outro dia batendo o ponto em uma conhecida livraria em Brasília. Paquerei livros e chequei os periódicos de sempre: Esquire, Vogue (sim, eu gosto da Anna Wintour. Leia o editorial da edição de setembro e você entenderá), GQ, ArtForum e o que mais chamasse a atenção. Carta Capital, eu assino. Infelizmente não leio em espanhol, pois a Esquire do país dos bascos trazia uma capa belíssima com Adrien Brody. Uma linguagem fotográfica que parece estar em alta. Nessa profusão de estilo e apelo visual, uma peça discreta se impôs. Um relógio cuja caixa repousava elegantemente em sua pulseira de couro (foto). O melhor é que não estava em nenhuma revista. Era ao vivo! Fui atrás... De informação. Para minha surpresa tinha mais do que design. Tinha história. Fabricado pela Aeromatic 1912, perto de Frankfurt, Alemanha, o modelo é da série A 1236. O desenho é baseado em uma solução um tanto quanto estóica dos aviadores da Primeira Guerra Mundial. Relógios de bolso eram usados como amuletos e identificadores de seus donos, uma vez que seus nomes eram grafados no verso da caixa. Foram adaptados a longas pulseiras de couro enroladas ao pulso. Em caso de acidente, seriam utilizadas para evitar a gangrena. Portanto, como outros desenhos clássicos, este nasceu da necessidade, da inteligência e da abastança. Não tenho nenhuma razão para acreditar que o moço da livraria sabia o que estava carregando. Mas, depois de conhecer a história que o acompanhava, me confortou o fato de ter sobrevivido somente o bom gosto dos que criaram a peça.